-São Paulo-

O fator Russomanno

Posted on July 29, 2010

Durante o período em que Serra foi governador, adotou-se uma postura de uma certa forma oposta no tocante a segurança pública de Alckmin. Havia uma presença menos ostensiva da rua, e ao invés do governo ostentar os mortos pela Polícia Militar na TV tentava punir de forma rigorosa os policiais tanto envolvidos como nem tanto envolvidos em casos famosos de mortes(Embora que esquadrões da morte tenham perdurado). Isso enquanto os números na área de segurança sofriam bastante. Ou seja, abriu-se um flanco gigante à direita de Serra que tornava tanto ele quanto Serra bastante vulneráveis. Mercadante poderia atacar apartir deste setor se tivesse o Deputado Estadual Major Olímpio de vice. Sem esta opção, o trabalho fica mais dificil.

 

Por outro lado, a entrada do Deputado Celso Russomanno tem o potencial de mudar completamente o jogo. Não só porque ao contrário de Mercadante ele pode atacar com bastante facilidade Alckmin pela direita como numa sequência de elitistas completamente bocejantes oriundos da capital Russomano é um autêntico populista de cunho conservador, como cai no gosto paulista como uma luva. No verdadeiro pesadelo que se transformou a campanha de José Serra ele correria o risco de ver um Geraldo Alckmin encurralado por todos os lados, e fugindo da única forma possível: competindo contra a atual administração do estado.

Comments

2 Responses to “O fator Russomanno”

  1. Thuin on August 2nd, 2010 7:32 pm

    Você acha que isso chega a representar alguma chance de alterar o resultado final, com a diferença que ainda há nas pesquisas?

  2. André Kenji de Sousa on August 2nd, 2010 10:37 pm

    Bem, para começar para alguém que já foi governador e candidato a presidente não ultrapassar os 50% é uma porcentagem fraca para dedéu.

    E o problema é que problemas nesta área reforçam fraquezas de Serra, mais que do Chuchu. Embora se os petistas no entorno de Mercadante tivessem QI de três dígitos eles venciam fácil.

  • "Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral. Ademais, a persistência destes qualificativos contribui não pouco a falsificar mais ainda a "realidade" do presente, já fala de per si, porque se encrespou o crespo das experiências políticas a que respondem, como o demonstra o fato de que hoje as direitas prometem revoluções e as esquerdas propõem tiranias."

    Ortega y Gasset

  • Admin