Fernando Henrique chuta uma instituição combalida
Posted on February 9, 2010
Quando Barack Obama chamou George Walker Bush para liderar esforços de juntar donativos para o Haiti, muitos brasileiros ficaram estupefatos. O juiz Wálter Fanganiello Maierovitch chegou a traçar uma elaborada trama em que o objetivo seria de calar a ultradireita, ou alguma coisa assim. Bobagem. Bush pode ser criticado por várias coisas(E fala alguém que o criticava bem antes disso ser moda), mas ele teve uma boa atuação com questões humanitárias, inclusive ampliando ajuda humanitária para a África. Além do mais, Bush e Clinton são amigos pessoais(Bush revelou inclusive na ocasião que havia ligado para Clinton pedindo conselhos).
Por outro lado, a diferença é que americanos costumam enxergar presidentes como pessoas que servem ao seu país, não ao seu partido. Por isso que expresidentes costumam fazer trabalho humanitário e criam fundações e bibliotecas. E por isso que expresidentes mantém uma linha tenra com relação a seus sucessores - e mais importante, ninguém age como cheerleader do seu próprio partido. Jimmy Carter, justamente um dos poucos a atacar um dos seus sucessores é uma figura quase que nula no seu partido, inclusive sendo uma especie de ovelha negra rejeitada pelo seus lideres.
Aqui no Brasil, entre os presidentes que assumiram depois do período militar, Fernando Henrique Cardoso é o único que não ocupou um cargo eletivo depois da presidência. Por outro lado, age como uma espécie de cacique nãoeleito do seu partido. É natural que Fernando Henrique coloque o seu partido acima do seu país. Por outro lado, ele definitivamente agride uma instituição bastante combalida quando se intromete na escolha do seu sucessor, quando cria “fundações” que fazem adulação dele próprio com dinheiro público. Não a toa que com uma instituição tão combalida os brasileiros ficam confusos quando enxergam um presidente estrangeiro que conversa e traça planos com antecessores.
Comments
7 Responses to “Fernando Henrique chuta uma instituição combalida”

(E fala alguém que o criticava bem antes disso ser moda)
Que tempo foi esse?
E bama fica dia sim, dia também explicando como ele sozinho libertou o país dos ingleses, acabou com a escravidão, com a segregação e ganhou sozinho a Guerra Fria? Não, né? Mesmo os ataques dele têm sido mais aos republicanos como grupo do que ao antecessor dele como indivíduo. Só o partidarismo mais abjeto pode explicar que alguém ache que quem avilta a presidência é quem já a deixou em vez de quem está nela agora ou quem é covardemente agredido em vez do agressor. Enfim, aparentemente, Lula e seus capangas só merecerão uma análise desapaixonada e imparcial de você quando não estiverem mais no Poder e a tal análise não tiver mais importância nenhuma. Enquanto esse dia não vem (ou mesmo que não venha), toda estação é estação de caça ao tucano. FHC faz mal ao país quando se intromete na escolha do sucessor. O atual presidente, um funcionário do país, não de um partido, não faz nem um pouquinho de mal quando se intromete na escolha do mesmo sucessor? Nem um pouquinho? Então, tá.
adorei o post do muitopelocontrário sobre o fhc falando m:
http://muitopelocontrario.wordpress.com/2010/02/10/fhc-se-ressente-por-nao-ter-uma-dilma-pra-defender-seu-legado/
Túlio
Se você não percebeu, isto é um blog. Eu publico o que eu acho conveniente. Se não está satisfeito a porta da rua é a serventia da casa. Alias, se seu nível de partidarismo é de gente que compara o governo com criminosos, opção para isso é o que não falta na internerd.
E há críticas a Lula aqui sim, em especial a sua política diplomática e a idéia do TAV. E se você notou não critico os ataques em si, mas a politização da figura do expresidente. São coisas diferentes. O presidente na ativa já é uma figura política por natureza.
Marola
Por volta de 1999 ou 2000, quando ele ainda era governador do Texas.
Sem querer ser chato, mas quais eram as objeções que vc fazia a Bush quando êle governava o Texas?
Excessivo uso da pena de morte e legislação que atacava direito de expressão para atender evangélicos.