Brasil

Sobre o caso Sean Goldman

Posted on December 23, 2009

1-) A imprensa brasileira sempre insistiu em denominar David Goldman como “pai biológico” de Sean. Nope: David é o pai da criança, ponto. Ele aparece em centenas de fotos com o filho para ilustrar horas de reportagem na TV americana, numa quantidade e escala que, eu assumo, se tivesse filhos jamais o faria.

2-) Uma quantidade razoável de brasileiros quis justificar a permanência do menino usando como pretexto a riqueza da família que o sequestrou no Brasil(como uma mulher assume neste artigo). Isso é baixo, vil e torpe e qualquer um deveria sentir vergonha de emitir uma opinião destas.

3-) Sérgio Tostes, o advogado da família, aparece numa entrevista coletiva dizendo que iria provar que Goldman não era capacitado para criar o filho, e quando um reporter pergunta sobre as fontes ele apenas fala em “fatos” e ainda diz que quer “paz”, não “guerra. Isso no meu livro é chantagem, e se a OAB tivesse alguma decência cassaria o registro do sujeito.

Comments

3 Responses to “Sobre o caso Sean Goldman”

  1. sheila on December 24th, 2009 1:52 am

    Caso lamentável de alienação parental! E o mais repugnante é que a maior parte da imprensa defende a permanência do garoto com o padrsto a tal ponto que o coitado do pai é visto como vilão! A revista Veja há alguns meses, fez uma reportagem de 2 páginas pedindo pra Justiça Brasileira “ouvir o garoto” e deixá-lo no Brasil. Me deu muito nojo. Só no Brasil mesmo.

  2. Rafael on December 24th, 2009 7:37 pm

    Falando de outro assunto, você viu o novo chilique da Ex-VJ da MTV? http://gabinetesoninha.blogspot.com/2009/12/lula-o-maior-fenomeno.html

  3. André Kenji de Sousa on December 25th, 2009 12:17 pm

    Valeu, Rafael.

    Chilique devidamente transformado em post. ;-)

  • "Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral. Ademais, a persistência destes qualificativos contribui não pouco a falsificar mais ainda a "realidade" do presente, já fala de per si, porque se encrespou o crespo das experiências políticas a que respondem, como o demonstra o fato de que hoje as direitas prometem revoluções e as esquerdas propõem tiranias."

    Ortega y Gasset

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