Infra-estrutura & Transportes

Maluquice eleitoral

Posted on March 25, 2006

Segundo li no Diário de São Paulo, continua-se com a idéia maluca de usar o trecho navegável entre o Rio Tietê na Capital(Seria entre o Cebolão e Ponte da Vila Guilherme) para construir uma espécie de onibus fluvial pelo leito do rio. Em cidades litorâneas, aonde isso faz mais sentido, a idéia é pouco utilizada. A linha B(Osasco-Jurubatuba), dos trens da CPTM, corre paralela à Marginal Pinheiros e já é sub-utilizada(Em grande parte porque se leva tempo demais para se atravessar a Marginal e ainda andar para se chegar a um ponto relevante). Isso que a distância entre pontos importantes dos bairros cortados pela Linha(Avenida Faria Lima, Avenida Engenheiro Berrini) é bem menor que no caso do Tietê. Fala-se em integração com ônibus, mas isso praticamente inexiste na linha B da CPTM por Pinheiros. Com exceção das estação Pinheiros(Mesmo assim, uma integração fraca) , não existem terminais, e os passageiros muitas vezes são obrigados a andar entre as pontes para pegar um ônibus.

Aliás, considerando que boa parte da região é servida por metrô e trem, quem iria querer viajar a 25 quilômetros por hora no Rio? E cruz-credo, pensar que eu tirava sarro da idéia do Aero-trem do Levy Fidelix…

Comments

2 Responses to “Maluquice eleitoral”

  1. Cláudio Costa on March 25th, 2006 7:15 pm

    Como se diz pelas bandas de cá: “idéia de jerico”. Ou então: “tem alguém querendo tirar vantagem nisso”. Êta ferro, sô!

  2. Thuin on March 27th, 2006 9:55 am

    Concordo com o absurdo, só uma ressalva: em cidades litorâneas, ônibus aquáticos só fazem sentido em baías, ou a partir de uma escala muito grande (o bastante pra lotar barcas de 2, 4 mil passageiros o tempo todo). Navegar em paralelo à arrebentação, ou fazer uma parábola comprida, é complicado.

    Agora, você tá falando do governo que acha que auto-estrada é parque. Só isso explica essas idéias geniais de barca, bateau mouche e ciclovia no meio das marginais. Acho que o Alckmin é o Capitão Feio, ele olha pro Tietê e vê um belo rio no meio de um ambiente agradável.

  • "Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral. Ademais, a persistência destes qualificativos contribui não pouco a falsificar mais ainda a "realidade" do presente, já fala de per si, porque se encrespou o crespo das experiências políticas a que respondem, como o demonstra o fato de que hoje as direitas prometem revoluções e as esquerdas propõem tiranias."

    Ortega y Gasset

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