Estados Unidos

As armas do crime

Posted on April 18, 2007

Pela rede, circulou a hipótese de que Cho Seung-Hui, do Massacre em Virginia Tech, tivesse comprado suas armas de maneira ilegal. O Los Angeles Times diz que o rapaz comprou uma Walther P22, de calibre 22, em Blacksburg em fevereiro e uma Glock Model 19 de 9 mm em Roanoke em 12 de março. Os funcionários teriam seguido todos os procedimentos legais: checado com a polícia os antecendentes criminais, checado sua carteira de motorista(Que teria que ter sido expedida trinta dias antes da compra), um cartão de imigração provando que ele morava legalmente nos EUA e um talão de cheques provando seu endereço.

Fica a dúvida? há mais algum procedimento que poderia ter evitado a tragédia? Claro, a Virginia tem leis bastante liberais no tocante ao assunto, mas o que mais poderia ter sido feito? Talvez um exame psicológico? De qualquer forma, ainda não se comprovou se ele teria autorização para andar com as armas por aí., mas isso me parece improvável. Houve uma forte polêmica na Virginia quando uma lista das 145 mil pessoas autorizadas a ter esse porte de armas foi divulgada. E claro, hoje falar em controle de armas é suicídio político. Então, me parece improvável que toquem no assunto.

Há gente que diz que a tatuagem “Ismael Ax” do sujeito teria alguma relação com o Alcorão, e claro, como o cara mora nos EUA desde de 1992, dá para se atribuir a culpa tanto no islamismo quanto na cultura americana. Melhor ainda, com essa história de deixar bilhetes atacando “alunos mimados e ricos” pode se colocar a culpa no PT também.

Comments

One Response to “As armas do crime”

  1. Virginia Tech - uma pergunta « Tempos Estranhos? on April 18th, 2007 3:55 pm

    […] Abril 18th, 2007 Já se falou muito sobre a tragédia da Virgina Tech.  Controle de armas,  video-games, e com todo o humor negro que Deus deu aos homens, travesseiros sanguinolentos. […]

  • "Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral. Ademais, a persistência destes qualificativos contribui não pouco a falsificar mais ainda a "realidade" do presente, já fala de per si, porque se encrespou o crespo das experiências políticas a que respondem, como o demonstra o fato de que hoje as direitas prometem revoluções e as esquerdas propõem tiranias."

    Ortega y Gasset

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