Wednesday, September 07, 2005
Sunday, August 14, 2005
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Saturday, August 06, 2005

Após um bom tempo na execução, o mapa da Estrada de Ferro Central do Brasil ficou pronto. Ele mostra todas as linhas desta ferrovia, que ligava os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro(Variantes mais modernas construídas pela RFFSA, como Suzano-Rio Grande da Serra, não aparecem), quase até chegar na Bahia(Era uma das raras ligações ferroviárias do sudeste com o nordeste)e hoje é administrada nos trechos de subúrbios pela CPTM, Supervia e pela CBTU, e pela MRS e FCA nos trechos de cargas.
Confira na nossa página de mapas ferroviários.
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Friday, July 29, 2005
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A Barra Funda talvez seja uma das estações de metrô de São Paulo que eu conheça melhor.
Aqui, um trem de manutenção da CPTM na via para Francisco Morato.
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Mais um desenho a caminho. As "school ladies" tomando sorvete...
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Tuesday, July 19, 2005
Repassando. Vou estar lá:
ZIRALDO ESTARÁ EM SÃO PAULO NESTA QUARTA-FEIRA (DIA 20)
PARA PALESTRA E FILME NO CINEARTE
SOBRE O PAINEL QUE ESTÁ NO MENSALÃO DO HUMOR
O cartunista Ziraldo, autor do mural histórico de 31 metros de largura que está em exposição no Mensalão do Humor, no Conjunto Nacional, estará nesta quarta-feira (20) no Cinearte para falar sobre esse trabalho. Haverá exibição do curta-metragem “A Ultima Ceia – Segundo Ziraldo”, de Rodolfo Neder, de 1968. O evento é aberto ao público.
O painel do Ziraldo de 31 metros de largura, que está em exposição na mostra Mensalão do Humor, no Conjunto Nacional, tem uma história especial. Para falar sobre ela o cartunista estará em São Paulo nesta quarta (20), às 11 horas, no Cinearte. Haverá exibição do curta-metragem “A Última Ceia - Segundo Ziraldo”, de Rodolfo Neder, de 1968. O filme foi feito com base em um texto de Ziraldo, interpretado por ele e Maria Betânia, discutindo com humor questões religiosas, políticas e filosóficas, além da badalação em torno do Canecão e do golpe cada vez mais duro de 1964. O evento tem entrada franca e o endereço é Avenida Paulista, 2073.
O Mensalão do Humor fica em exposição até o dia 30 de julho, com 120 trabalhos premiados em edições anteriores do Salão de Humor de Piracicaba, uma escultura gigante de D. Quixote, Sancho Pança e Rocinante, além do Aerolula, uma maquete de avião com ilustrações de figuras do poder.
O famoso Mural do Canecão, de Ziraldo é um painel em lona de 31 metros de largura por 4 metros de altura, com 180 metros quadrados de área impressa. Ele foi pinta por Ziraldo em afresco, em 1967, e destruído na transformação do Canecão em casa de espetáculos. Posteriormente, em 2001, foi recuperado pelo Bureau Digital Bandeirante para o 28O Salão de Humor de Piracicaba.
Mais informações com Ivani Cardoso (Lu Fernandes Escritório de Comunicação) pelo telefone (11) 3814-4600
posted by Andr? Kenji @ 12:31 PM 0 comments
Sunday, July 10, 2005
Resolvi colocar o site em domínio próprio após descobrir que o servidor do UOL não aceitava CSS(Dica para quem tiver que escolher provedor por causa dos Speedys e Velox da vida). Dei uma bela emagrecida no HTML, e ao menos aqui em casa tem funcionado bem. Deve funcionar em qualquer conexão banda larga meio boca. Também deve funcionar OK tanto no Firefox e no Mozilla Firefox, além de funcionar na resolução 800x600 também.
Há algum material novo, em quase todas as áreas. A navegabilidade e intuitividade foram privilegiadas. Há sempre mais de um caminho para todos os links, o layout foi feito para ser o mais intuitivo possível, as cores foram planejadas para serem mais agradáveis que o antigo azul.
Fiz uma versão em inglês. Não é exibicionismo(Diria que é imprescíndivel um site em inglês hoje), mas muitas vezes tem gente de fora que parecer querer dar pitaco e não consegue. Não está ainda o ideal.
O Weblog do site foi feito em blogger mesmo. Não sei se transfiro para outro sistema. Mas isso é mais para noticiar atualizações. Que devem ser frequentes. Bastante.
posted by Andr? Kenji @ 4:42 PM 0 comments
Saturday, July 09, 2005
O argentino Xul Solar para mim representa um dos pontos altos da pintura latino-americana. Elogiado por Jorge Luis Borges, tem uma arte bastante enigmática e sutil. Sua base é aquele simplismo meio naif, mas ao mesmo tem um simbolismo mágico, com construções bastante sofisticadas. Ele foi estrela na Primeira Bienal do Mercosul em Porto Alegre, apesar de não ser muito conhecido aqui.O Museu Xul Solar tem algumas obras. Aqui tem outras, em formato maior.
posted by Andr? Kenji @ 11:55 AM 0 comments
Lais significa "Voz" em Flamengo. É o nome da banda de três charmosas cantoras belgas Jorunn Bauweraerts, Annelies Brosens and Nathalie Delcroix. As três são donas de uma das vozes mais sensacionais da música atual(E sabem trabalhar muito bem em conjunto) e a banda que acompanha as moças é uma das coisas mais sensacionais que eu já vi. A base do trabalho da banda são as menstréis femininas da região de Flandes na Idade Média, e as três vão trabalhando com ritmos modernos misturados com ritmos antigos, formando um folk vigoroso e sofisticado. Canções a chapella(sem instrumentos) alternam espaço com músicas bem arranjadas, com direito a violino, sanfona e o diabo. Pode parecer meio estranho no começo, mas depois te conquista. É música para o coração e para a alma. Ninguém conhece a banda por aqui, mas nem por isso deixa de ser muito interessante.Os CDs da banda eu não encontrei nem em loja de importado, mas os três são encontrados pela internet: Lais(1998), Dorothea(2000) e Douce Victime(2004). O último em especial tem um grau de sofisticação e criatividade bem acima da média.
posted by Andr? Kenji @ 11:51 AM 0 comments
Stoker e Mary Shelley não são escritores de primeira linha. Shelley perde claramente de uma Jane Austen da vida, Stoker não tinha muitos recursos literários e sua linha narrativa não e lá tão coesa, além da maioria dos seus personagens não terem tanta profundidade.Mas bem, tenho que admitir. Tanto Drácula quanto Frankestein são duas leituras sensacionais. No primeiro o recurso de cartas e diários como recurso narrativo é fascinante. Prefiro a representação que Stoker colocaria dos vampiros - seres brutais, mortos-vivos, não góticos bonitinhos - que a usual. A caçada, a trama, vão lentamente se desenvolvendo para o grande final. Esquece-se da doçura exagerada de Lucy Wenstenra, do casal água com açucar que Mina e Jonhanthan Harker formam. OS momentos finais do livro são emocionantes, talvez um dos melhores da literatura de aventura. Ouso dizer que Mina, uma mulher forte, decidida, definitivamente rouba a cena, sendo uma das personagens femininas mais marcantes que eu conheço da literatura.
Já Mary Shelley claramente demonstra um domínio mais apurado da te©cnica literária(razões pela qual se especula que o conhecido poeta Percy Shelley, seu marido, teria dado uma ajudinha). Ela constroi a luta eterna entre um homem que quer ser Deus e um monstro que quer ser homem. seu monstro é inteligente e inocente, mas disforme. Torna-se um assassino, um monstro, ao se revoltar contra a sua rejeição pelos seres humanos. Revolta-se contra seu criador, o causador de toda sua dor, de toda sua tristeza.
São personagens que seriam enfraquecidos pelo imaginário popular. Frankenstein viraria um grandalhão bobalhão, Drácula viraria um semi-gótico, não o anti-Cristo. Talvez isso seja outro atrativo dos livros.
posted by Andr? Kenji @ 10:48 AM 0 comments
Carlos Latuff é uma dos mais conhecidos ativistas sociais brasileiros, além de ser um cartunista de primeiro e um dos melhores fotógrafos ferroviários que eu conheço. Pode se discordar da mensagem das suas obras, mas jamais ignorar. Suas charges podem ser conferidas aqui e suas impressionantes fotografias ferroviárias aqui.
posted by Andr? Kenji @ 10:45 AM 0 comments

Tolstoi foi um homem atormentado entre o antiteísmo pessimista e conformista de Arthur Schopenhauer, o anarquismo de cunho social e uma visão bastante pessoal e mística da Bíblia. A dualidade entre o tédio e a dor originários de Schopenhauer são uma constante em boa parte dos seus livros, assim como um pessimismo frente à sociedade muito próximo do que os niilistas russos pregavam.Se suas obras mais conhecidas -Guerra e Paz e Anna Karenina - são uma verdadeira lição de como se fazer um livro gigantesco sem ser cansativo ou enfadonho, ele primaria pela simplicidade em sua segunda fase, com livros curtos e de linguajar acessível. Nessa fase seu ritmo variaria, produzindo ao mesmo tempo obras um tanto quanto fracas - Sonata a Kreutzer, Padre Sérgio(Embora mesmo uma obra fraca de Tolstoi tenha uma técnica, uma emotividade, um ardor que muito escritor de porte nem sonha em ter - quanto obras primas como Senhores e Servos e Ressureição. Ressurreição é um dos meus livros prediletos, mais talvez que Anna Karenina e Guerra e Paz. É um dos romances clássicos sobre a culpa - o outro, claro é Crime e Castigo de Dostoievski - aonde um nobre busca redenção e um sentido para a sua vida imbuída em tédio. Eu juro, fiquei três meses com coração mole depois de ler esse livro.
posted by Andr? Kenji @ 10:45 AM 0 comments
O grande Ota, um dos maiores nomes do quadrinho e da ilustração nacional falando um pouco do Krigstein(ele foi editor da saudosa Cripta do Terror com o próprio Krigstein e um sem número de trabalhos do gênero)
Não lembro de memória, tô com preguiça de pesquisar quando ele morreu,
mas foi cedo...
O Bernie Krigstein fazia a diferença. Master Race é considerada sua
obra-prima mas ele fez outras.
Quanto a essa, uma curiosidade: o roteiro tinha 6 ou 7 páginas. Ele
queria esticar pra 10 pra poder diagramar melhor. Gaines e Feldstein
não deixaram, porque isso fugia à biotola da EC (havia histórias
apenas nos formatos de 6, 7 e 8 páginas). Deram no máximo 1 página a
mais pra ele.
Feldstein (o primeiro editor do Mad, ainda vivo e aposentado, dono de
um rancho no Texas ou algo assim) tinha um processo de trabalho
singular: ele preparava as histórias pros outros desenharem dessa
forma: escrevia uma por dia, o gaines aprovava e no dia seguinte ele
com o normógrafo já letrava a história no papel em que ia ser
desnehada. O desnehita já recebia a história com as legendas e balões
prontos. Desenhava em cima de um gabarito pré-fabricado que recebia.
Trabalhou assim durante anos, fazendo mais ou menos uma história por
dia, que algum desenhitas ia pegar pra desenhar... havia uma agenda
r´[igida, devido ao alto número de revistas que ele fazia para a EC
(enquanto Kurtzman editava as revistas de guerra, apenas duas,
Feldstein produzia todas as de terror, crime e ficcção-científica: uma
por semana. E mais a Panic, irmã gêmea do Mad).
Essa história Master Race Krigstein recebeu permissão pra esticar pra
8. Ele cortou o gabarito e remontou. Reparem no excesso de quadrinhos
que o Krigstein fez, pra dar a sequencia. Ele dividiu um quadro que
era unico em três ou quatro... ele realmente adorou essa história e a
tornou uma obra-prima.
posted by Andr? Kenji @ 10:40 AM 0 comments
Ontem comprei Witch Collection, a seleção só com quadrinhos da revista da divisão italiana da Disney e só posso dizer que dá para saber porque a molecadinha curte tanto aquilo. A arte é extremamente bonita, com uma colorização suave, que não é chapadona mas também não é pesadona.Em termos de história é meio como os X-Men para a nova geração. São típicas garotinhas com problemas típicos de adolescentes que de uma hora para outra passam a ter poderes mágicos. Isso é bem cuidado, porque as adolescentes do gibi tem pensamentos, problemas e falas típicas de pessoas da mesma idade. O legal é que cada personagem tem características próprias: Irma é mais gordinha e meio irritadona, Will é mais insegura e magricela e a Hay Lin é bem amalucada. Legal, já que quase todo gibi de super-herói ultimamente parecia trabalhar com um formão para fazer personagem.
E sim, não é preciso ser criança para gostar desse trabalho. E definitivamente a Marvel poderia aprender muito com isso.
posted by Andr? Kenji @ 10:17 AM 0 comments
Uma das melhores coisas que surgiram nos quadrinhos americanos eram algo chamado "EC Comics". Se muito se critica, com uma certa razão, o puritanismo das histórias em quadrinhos de super-heróis, aqui tinhamos uma forte variedade de temas, com histórias com uma certa violência e perversão que seriam impensáveis posteriormente. Histórias simplórias de terror alternavam espaço com adaptações firmes de contos de Ray Bradbury e o time de artistas reunia o biscoito fino dos quadrinhistas americanos: Harvey Kurtzman, Wallace Wood, Graham Ingels, Frank Frazetta(No início de carreira, já demonstrando um vigor inigualável), Jack Davis e um dos meus artistas de HQ prediletos de todos os tempos: Bernie Krigstein. Dono de uma narrativa cinematográfica, Krigstein misturava experimentalismos com um traço que beirava o expressionismo, mas ao mesmo tempo extremamente realista.Aqui temos a história The Master Race, sua obra prima, já nos fins da EC. Al Feldstein e Krigstein remonta a história do Holocausto, com uma construção que prima pelo suspense e pelo terror psicológico.
Krigstein foi um profílico ilustrador e pintor também, passeando pelo expressionismo e pelo realismo. Vale uma olhadinha. Sua interpretação de Madame Bovary uma das melhores de todos os tempos.
posted by Andr? Kenji @ 10:17 AM 0 comments
O erotismo intimista - aquela em que as pessoas são mostradas na sua intimidade, naturalmente - é muito mais interessante que o erotismo pornô. Uma cena de uma banhista, seja por Renoir, seja por um JR Duran da vida são muito mais interessantes que dúzias de fotos de mulheres com peitões siliconados ou vibradores que vemos por aí(Coisa que acho meio brochante até). Não é preciso mostrar fotos de peitos, bundas e pelos vagianos para se ser sensual, nem exibir as mulheres como seres de plástico.O site da grife de lingeries Intimissi tem muito material assim. Noves fora que são roupas maravilhosas, as mulheres hão de concordar.
A Caras argentina tem uma seção muito boa de fotos de celebridades. A maioria são argentinas, no geral em poses naturais, sem nada forçado, na praia. A revista pode ser a m* que for, mas as fotos são maravilhosas(com algumas curiosidades, com a filha do Menem no meio).
Não reclamaria da edição nacional seguindo o exemplo da matriz.
posted by Andr? Kenji @ 10:15 AM 0 comments
Entre os gênios do surrealismo, entre nomes conhecidos como Miró, Dali e Magritte, o chileno Roberto Matta Echausen brilhava discretamente. Sua arte, apesar de não ter conhecida, é extremamente poderosa, combinando o primitivismo e ingenuidade infantil de Miró com a construções psicológicas complexas que marcariam a obra de Dalí e Miró.Morto poucos anos atrás, é certamente um dos maiores nomes da arte latino-americana.
posted by Andr? Kenji @ 10:14 AM 0 comments
Outro dia, passando na rua, com pressa, vi duas pichações xingando uma tal de Jéssica e uma tal de Thaís. Fiz questão de apagar os dois nomes. São dois nomes que considero sagrados, ninguém mexe com eles. E pronto.
posted by Andr? Kenji @ 10:13 AM 0 comments
Desenhos feitos por crianças que convivem com o guerra civil em Darfur, Sudão. Um assustador realismo infantil. As armas definitivamente não são fruto da imaginação ou da televisão. São frutos da observação ao vivo.
posted by Andr? Kenji @ 10:13 AM 0 comments
posted by Andr? Kenji @ 10:12 AM 1 comments
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